Cícero assume projeto pessoal, exige vaga de senador e expõe estratégia do “primeiro o meu, depois o resto”

Cícero: Primeiro o meu, depois o resto (Imagem da Internet)

Cícero: Primeiro o meu, depois o resto (Imagem da Internet)

Em entrevista ao programa Rede Debate, canal 27 da RCTV Net Digital, no dia 17 de fevereiro deste ano, o senador Cícero Lucena surpreendeu a muita gente admitindo desistir da reeleição para ser vice de Cássio Cunha Lima, caso fosse essa a melhor operação para compor alianças que garantissem um palanque fortalecido ao tucano.

Em outras ocasiões, inclusive diante da cúpula nacional do PSDB, Cícero garantiu que não seria problema para composição da chapa com outros partidos, incluindo a vaga de senador. Cássio também foi taxativo e impôs a formação de aliança ampla como uma das condições para ser candidato a governador. Cícero concordou.

Não se sabe por quais motivos, Cícero agora “se arrependeu” do que disse ou então não estava falando a verdade nas ocasiões anteriores. Antes defensor de uma composição ampla para fortalecer Cássio, o senador agora quer que o PSDB concorra com uma chapa “puro sangue” para enfraquecer a candidatura do seu próprio partido. Uma mudança de opinião, no mínimo, estranha. Quem queria construir, agora quer destruir. Nem parece o Cícero Lucena ligado à Construção Civil que foi vice de Ronaldo em 1990. E ajudou o poeta a se eleger governador.

Aliás, para ser prefeito de João Pessoa, por duas vezes, Cícero fez composições. Inclusive seu vice, Reginaldo Tavares, era do antigo PFL, hoje DEM. As alianças antes eram importantes. Hoje, não servem mais. E podem até servir, desde que garantam vaga para Cícero na chapa majoritária.

O senador já deixou claro seu lema: primeiro o meu, depois o resto.

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