Cícero usa a “lealdade” como “moeda de troca” e coloca em risco projeto do PSDB na Paraíba

Ruy Carneiro: Lealdade sem cobranças (Imagem da Internet)

Ruy: Lealdade sem cobranças (Imagem da Internet)

O projeto político do PSDB ma Paraíba é garantir palanque para o presidenciável Aécio Neves e eleger Cássio Cunha Lima governador. Qualquer outra hipótese deve ser tratada como alternativa. Foi com essa visão que o senador Cícero Lucena e o deputado federal Ruy Carneiro arregimentaram forças e argumentos para convencer Cássio a romper a aliança com o governador Ricardo Coutinho (PSB) e disputar o Governo do Estado.

Agora, que Cássio é candidato, vem Cícero Lucena tentar atrapalhar as coligações em andamento, em nome de um projeto pessoal de viabilidade eleitoral duvidosa. Cícero passou o tempo todo em Brasília, pouco veio à Paraíba desde o início do mandato e sua ausência foi sentida até mesmo nas bases do PSDB.

Agora, período eleitoral, o senador aparece e quer porque quer ser candidato a reeleição, quando Cássio tem a chance de fechar aliança com o ex-senador Wilson Santiago, “dono” do PTB e com aliados em quase 50 prefeituras paraibanas, ou com o ex-ministro Aguinaldo Ribeiro, presidente do PP, que também dispõe de tempo de televisão e estruturas municipais que podem garantir apoio ao projeto tucano. E Cícero, tem o que? A lealdade ao grupo Cunha Lima, é verdade. Mas, que eu saiba, lealdade não é moeda de troca. Deve ser exercida por quem é leal e sentida por quem recebe a lealdade. Não precisa ser oferecida, nem lembrada ou, muito menos, vendida.

Ruy Carneiro, apesar de jovem, tem uma história de lealdade a Cássio e a Cícero. Nem por isso fica “passando na cara” de um e de outro o que fez ou deixou de fazer. Mas, os dois senadores sabem, conhecem a postura de Ruy. Desprendimento, humildade e nada de exigências. É como Ruy que Cícero e os demais devem agir para garantir os interesses do PSDB e dos aliados. Projetos pessoais devem permanecer em segundo plano.

A menos que alguém tenha a deliberada intenção de minar os planos do grupo.

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