O casamento entre Luciano Cartaxo e o PT chegou ao fim. Mas, o prefeito já está de olho em outra “noiva” para disputar a reeleição em 2016. Trata-se do PSDB, do senador Cássio Cunha Lima, que deseja lançar candidato próprio a prefeito, mas carece de nomes. Entretanto, o atual prefeito, que mudou-se para o PSD, tem concorrente. O deputado federal Manoel Júnior, pré-candidato do PMDB, que começou bem antes a lançar “galanteios” e cobiçar o apoio dos tucanos.
Lisonjeado com as investidas, o presidente do PSDB, ex-deputado Ruy Carneiro, prefere adiar o tão esperado “sim”. Cita, como pretexto, a pretensão do partido de ter candidatura própria à sucessão municipal, embora saiba que nem mesmo ele, nome cotado como alternativa, está disposto a topar o desafio.
A disputa está lançada, faltando apenas estabelecer critérios. Manoel Júnior tem a seu favor o fato de ter se declarado primeiro. Mas, Cartaxo tem em mãos um trunfo valioso: os presentes (cargos) que qualquer noiva, nessas condições, desejaria. Como não poderia ser diferente, o PSDB vai ficar um bom tempo “em cima do muro”. Indeciso entre as “cantadas” peemedebistas e os dotes da mais nova aquisição do PSD.
Apesar de abandonado após longos anos de “matrimônio”, o PT também deve encontrar um novo “marido”. O partido estava dividido entre o “casamento” com Cartaxo e a “paquera” com o governador Ricardo Coutinho, do PSB. Agora, deve aguardar apenas a escolha do candidato a prefeito do PSB para exercer o “ofício de noiva”, pensando em ampliar seus espaços em território socialista.
Trocando em miúdos: protagonistas no cenário político nacional, PSDB e PT têm tudo para exercerem o papel de coadjuvantes na mesma novela, no ano que vem, na capital paraibana.



