A política é mesmo dinâmica, como diria o ex-deputado Manoel Gaudêncio. Na Paraíba, então, esse dinamismo parece se multiplicar a cada ano. Até as eleições estaduais de 2010, partidos como DEM, PTB e PDT eram cortejados e até bajulados para composições. Hoje, parecem mendigar uma participação na chapa do governador Ricardo Coutinho (PSB) e com pouquíssimas chances de serem contemplados.
O mais provável, pelo menos até agora, é que Ricardo amplie os cargos que cada um tem em sua gestão para compensar o apoio ao projeto de sua reeleição em 2014. Mas, nem isso está garantido. Os três partidos estão “amarrados” ao Governo do Estado justamente pelos espaços que ocupam.
O DEM tem o senador Efraim Morais, presidente do partido na Paraíba, como secretário da Infraestrutura, além de outros filiados em cargos de menor porte. O PDT acumula “prestígio” semelhante: tem a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Turismo ocupada por Renato Feliciano, presidente estadual do partido e filho do deputado federal Damião Feliciano, a quem cabe tomar as decisões finais. Já o apoio do PTB não “custa” tanto ao governador. Dividido em grupos, o partido se contenta com alguns cargos de assessoramento ocupados por parentes dos atuais dirigentes e lideranças.
Os três partidos parecem extremamente satisfeitos. Tanto que ninguém reclama nem muito menos se atreve a exigir espaço na chapa majoritária governista. No máximo, lembram ao governador que, “se surgir espaço”, estarão prontos para colaborar. Coisa de quem depende e tem que calar.
E ainda tem político que condena o eleitor que se vende.


