Com medo do Tribunal de Contas, prefeitos dão o peixe da Semana Santa, mas exigem “recibo” dos beneficiários

Deputado Branco e prefeito Renato Mendes (Imagem da Internet)

Em tempos de Lava Jato, alguns prefeitos paraibanos resolveram seguir à risca o provérbio português que ensina: “cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém”. E na Semana Santa, então, que os órgãos de fiscalização estão de olho nos eventuais “pecados” cometidos com uso do dinheiro público, nem se fala. Em vários municípios, os gestores continuam distribuindo peixe, mas agora exigem o “recibo” dos beneficiários.

Seguindo orientação do Tribunal de Contas do Estado, as prefeituras fazem um cadastro dos moradores com direito ao pescado. As fichas, contendo dados pessoais e a quantidade do produto recebido, serão encaminhadas posteriormente ao TCE para efeito de comprovação de que o que foi comprado bate com o que foi distribuído.

Imagem da Internet

A Prefeitura de Alhandra, por exemplo, informou que vai distribuir nesta quinta-feira nada menos que 20 toneladas de peixe com a população. “Esse cadastramento está sendo feito por orientação do Tribunal de Contas”, confirmou o secretário municipal Juracy Mendes.

As informações asseguram também que o alimento, típico da Semana Santa, seja distribuído com as famílias carentes. Em Sobrado, o prefeito George Coelho (PSDB) mandou adquirir 4,5 toneladas de pescado. Além disso, também vai distribuir duas toneladas de arroz. A exemplo de Alhandra, a Prefeitura também está cadastrando os favorecidos. Moradores estranharam e alguns chegaram a desconfiar de irregularidades no processo. No entanto, tudo não passa de precaução.

Em Mari, serão distribuídas 2,5 mil quilos de peixe. Já em Catolé do Rocha, serão 4,5 mil quilos de peixe e ainda 9 mil pacotes de macarrão.

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