Desde sua concepção, o “Blocão” sempre foi visto como “azarão” no cenário político paraibano. PT, PP e PSC, que integram a formação original da aliança, foram encarados até agora com certo desdém, apesar de contarem com o apoio da presidente Dilma Roussef, uma das maiores eleitoras do País. Como a política é “dinâmica”, já dizia o ex-deputado Manoel Gaudêncio, as coisas podem mudar por aqui.
PMDB e PT já acertaram a manutenção da composição nacional, com a chapa Dilma e Michel Temer. Falta agora definir a situação nos Estados, onde o PMDB quer uma compensação por apoiar a atual presidente. A Paraíba é um dos casos em discussão. Como o PMDB não abre mão de lançar candidato a governador e o “Blocão”, que o PT integra, também deseja ter um nome para suceder o governador Ricardo Coutinho, a solução pode estar na junção de interesses.
Peemedebistas já admitem aderir ao “Blocão” e vice-versa. Seria uma união de conveniências para lançamento de uma chapa de oposição forte, capaz de enfrentar de igual para igual o governador Ricardo Coutinho. E quem encabeçaria essa chapa? O nome que estivesse em melhor situação eleitoral em 2014, seja do PMDB ou de um dos partidos do “Blocão”. De preferência, a escolha seria feita bem perto do prazo final para definição de coligações e candidaturas. A estratégia já teria chancela do Planalto e das cúpulas nacionais do PT e do PMDB. Faltaria apenas o endosso final das lideranças locais.
Se for à frente, a proposta tem tudo para transformar um gol numa ferrarri para a corrida de 2014.

