Comissão do Senado vai investigar “supersalários” de servidores no Executivo, Legislativo e Judiciário

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Bernardo Caram
Do G1, em Brasília

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) instalou nesta quinta-feira (10) uma comissão para investigar o pagamento de salários acima do teto permitido pela Constituição a servidores públicos, chamados de “supersalários”. O objetivo é elaborar propostas para coibir a prática, classificada por Renan como “horror e acinte”.

A Constituição Federal estabelece que o maior vencimento mensal pago a um servidor público não pode ultrapassar o que recebe um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje, o valor limite é de R$ 33.763.

De acordo com Renan, o debate sobre o tema é necessário especialmente em um momento em que o governo defende medidas para equilibrar as contas públicas, como a reforma da Previdência e a PEC do teto dos gastos. “Não tem sentido, absolutamente nenhum sentido, que esses sacrifícios não sejam distribuídos com a sociedade e que tenhamos no Brasil segmentos que são inatingíveis”, criticou o presidente do Senado.

Renan citou como exemplo o estado do Rio de Janeiro, onde, segundo ele, há servidores que ganham R$ 200 mil. “Você continuar pagando, apesar da limitação do gasto público, R$ 150 mil para servidor é um acinte, é um horror”, disse. “O caso do Rio de Janeiro é um horror. Pessoas que estão ganhando até R$ 200 mil, isso é um acinte a um país tão desigual”, completou.

Para Renan, será preciso criar uma regra para que “penduricalhos”, como auxílios, não sejam usados para que os salários ultrapassem o teto constitucional. Ele defendeu que pagamentos acima do teto sejam tratados como improbidade administrativa.

A comissão terá um prazo de 20 dias para levantar uma lista de servidores dos três poderes que recebem acima do teto e propor medidas. Entre os pontos defendidos por Renan, está a desvinculação dos salários dos ministros dos tribunais superiores aos salários do restante da administração pública.

Com G1

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