Mais uma vez, a presidente Dilma Roussef “descobriu o Brasil”. Ou melhor, descobriu que “vamos enfrentar a pior seca dos últimos 100 anos”. Enquanto a petista ignora a situação do Nordeste, por incompetência ou má-fé, a Paraíba sucumbe diante da crise econômica e da seca que atinge 90% de seus municípios. Em pelo menos 40 deles, os prefeitos suspenderam gratificações, promoveram demissões e cortaram até os próprios salários para reduzir gastos.
O quadro é tão caótico que a Federação dos Municípios da Paraíba (Famup) prevê o fechamento de grande parte das prefeituras por falta de condições de funcionamento. O presidente da entidade, Tota Guedes, acredita que, se o Governo federal não adotar medidas urgentes para retificar o modelo de distribuição dos recursos que arrecada haverá uma “falência generalizada” dos municípios.
Além da queda nas receitas, os municípios enfrentam a “fome” do INSS e outros órgãos federais que resolveram cobrar, de uma hora para outra, dívidas acumuladas ao longo de décadas. Muitos prefeitos paraibanos se acostumaram com a “benevolência” desses órgãos e não repassaram as contribuições previdenciárias descontadas de seus servidores. O resultado foi o acúmulo de débitos.
O INSS, por exemplo, resolveu mudar o cenário e começou a descontar “na boca do caixa” valores devidos pelos municípios. O resultado é que boa parte dos prefeitos se deparou com o caixa zerado nos dias de repasse das parcelas do FPM pelo Governo federal. Sem dinheiro, o jeito foi demitir, tirar gratificações e atrasar salários e o pagamento de fornecedores. “Não tivemos outra saída a não ser cortar na própria carne”, justificou Ademir Morais, prefeito de Santa Luzia, que reduziu se salário, do vice e dos secretários municipais.
Os prefeitos já foram à Brasília “pedir socorro” ao Governo Federal. De nada adiantou. Sob alegação de que a crise econômica afeta também Estados e o próprio Planalto, a presidente Dilma simplesmente ignorou o “grito” dos gestores, atitude repetida pelos nossos congressistas.
É o que dá fechar os olhos e se agachar para aplaudir ações de um governo desastrado como o do PT.

