A decisão do deputado estadual Frei Anastácio de assinar a CPI para investigar denúncias de irregularidades no Programa Empreender, do Governo do Estado, já era esperada pela cúpula do PT, mas a assinatura de Anísio Maia no requerimento do líder do PSDB, Dinaldinho Wanderley, pegou todos de surpresa. Até a noite de ontem, o deputado não havia justificado ao partido seu posicionamento. O presidente Charlington Machado, Gilcélia Figueiredo e Josenilton Feitosa, os dois últimos da direção estadual, chegaram a se reunir informalmente para avaliar a decisão de Anísio, mas não chegaram a nenhuma conclusão por falta de informações do parlamentar.
Coordenador do Grupo Estadual de Trabalho Eleitoral do PT (GTE), Feitosa disse que nesta quarta-feira os dirigentes devem tentar uma conversa com Anísio para saber as causas de sua decisão. “Por enquanto não sabemos de nada. Até quarta-feira o PT está fechado”, afirmou Feitosa, referindo-se ao feriado desta terça-feira.
Apesar de ser uma posição incômoda para o PT, que é aliado e ocupa o governo Ricardo Coutinho, o apoio dos dois deputados à CPI do Empreender não deve levar a um eventual rompimento político com o PSB e o governador, segundo Feitosa. O petista lembrou que Lucélio cartaxo, irmão do prefeito da Capital, Luciano Cartaxo, ocupa cargo no Governo do Estado. “Mas vamos aguardar os acontecimentos”, ponderou.
Pelo jeito, Anísio tem muito o que explicar. Ao Governo do Estado, ao PT e à Paraíba.

