Depois da batalha nas urnas, eleitos buscam transição para saber em que situação receberão prefeituras

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Passada a disputa nas urnas, a maior preocupação dos eleitos agora é saber como encontrarão as finanças e a estrutura das administrações municipais que receberão em janeiro de 2017. Em Sousa, por exemplo, Fábio Tyrone (PSB) nomeou Comissão de Transição, mas antes disso mesmo já imaginava o que deve “herdar” da atual gestão de André Gadelha (PMDB). Tyrone passou por situação semelhante em 2009, quando também recebeu a prefeitura de Gadelha, e garante que a experiência não foi nada boa. “Recebemos a prefeitura em frangalhos. Por isso, temos que ter cuidado nesses primeiros momentos”, afirmou o socialista.

Tyrone já foi informado de um suposto “rombo” nas contas municipais com empenhos não pagos, descumprimentos de obrigações com a Previdenciária, atraso de salários de servidores e com fornecedores há mais de um ano. Mesmo assim, está otimista com seu projeto de governo e já avisou que vai à Justiça se Gadelha negar informações solicitadas pela Comissão de Transição.

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Em Patos, também no Sertão, a situação é ainda mais drástica. O prefeito em exercício, Lenildo Morais (PT), anunciou corte de R$ 1 milhão em gastos com pessoal para adequar o município à Lei de Responsabilidade Fiscal. Também suspendeu pagamentos, licitações e empenhos autorizados pela prefeita afastada pela Justiça, Chica Motta (PMDB). O prefeito eleito, Dinaldinho Wanderley (PSDB), pediu ajuda do Tribunal de Contas para auditar toda gestão de Motta, diante dos visíveis problemas que encontrará.

Em Cajazeiras, no Alto Sertão, a primeira providência anunciada pelo prefeito eleito José Aldemir (PP) foi solicitar auditoria nas contas da atual prefeita, Denise Oliveira (PSB). O comando da cidade ficou nas mãos do ex-prefeito Carlos Antonio, marido da gestora, por mais de uma década. Por isso Aldemir resolveu pedir a auditoria para saber a real situação das contas públicas municipais.

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Santa Rita, na região metropolitana de João Pessoa, talvez enfrente a pior situação. Depois de ter afastado seu prefeito, Reginaldo Pereira, o vice, que assumiu o cargo, Netinho de Várzea Nova, só fez aumentar o estrago causado por seu antecessor. Tanto que a Câmara Municipal planeja afastá-lo também. O prefeito eleito Emerson Panta (PSDB) pediu ajuda da classe política para tirar a cidade do “buraco” administrativo e financeiro em que se encontra.

No Conde, também na região Metropolitana de João Pessoa, a prefeita eleita Márcia Lucena (PSB) já sabe que os problemas são muitos e vão desde atraso no pagamento do funcionalismo à falta de medicamentos, médicos e postos de saúde fechados, entre outros. Por isso apresentou a Comissão de Transição e avisou logo que se a atual prefeita, Tatiana Correa (PT do B) obstacular o trabalho recorrerá à Justiça. “Espero que a comissão seja respeitada e as informações liberadas”, sustentou Lucena.

Os exemplos de má gestão e mau uso dos recursos públicos são muitos. Resta a esperança de que os eleitos possam pelo menos minimizar os efeitos causados à população.

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