Depois de pesadas críticas a secretários e muita “choradeira”, vereador descarta rompimento com Ricardo Coutinho

Imagem da Internet

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A política é mesmo dinâmica. Da mesma forma, os políticos. Uns são aproveitadores, outros reclamam de tudo e chegam a “chorar”, provocando até pena em quem os escuta. Mas, mesmo os que recamam e choram, não abandonam os “patrões”. Talvez, inspirado nessa premissa, o vereador Renato Martins (PSB) tenha declarado hoje, em tom de revolta e contestação, que não pretende romper com o governador Ricardo Coutinho (PSB). “Isso é um absurdo que está totalmente fora de cogitação”, disse Martins, após o jornalista Petrônio Torres, da Rádio Arapuan, ter levantado a hipótese de rompimento com Ricardo Coutinho (PSB), devido às críticas que o vereador vem fazendo à auxiliares do governador e ao próprio governo.

Petrônio fez sua parte. Qualquer jornalista inteligente e atento chegaria a tal conclusão após ouvir o que Renato Martins anda falando publicamente sobre seus aliados, seja através dos veículos de comunicação, na tribuna da Câmara Municipal ou nos bares da vida. Sábado passado, num barzinho próximo ao Caique, de Mangabeira, Renato expôs uma “girândola” de queixas e mágoas dos aliados palacianos na presença de muita gente, inclusive na minha. Não disse em nenhum momento que iria romper com o governador, mas também não pediu reserva do desabafo. Agiu como se estivesse afirmando: “Pode divulgar e diga que fui eu”. Seus lamentos mais pareciam um desabafo, sem intensidade e consequências determinados.

A “choradeira” deixou todo mundo “sensibilizado”. Afinal, estava ali se lamentando o maior defensor e aliado do governador na Câmara Municipal. Um homem obstinado que, até pouco tempo, jamais havia ousado criticar Ricardo Coutinho ou seus auxiliares. E Renato o fez. Convenceu a todos – pelo menos a mim e a Petrônio – de que estava sendo “massacrado” injustamente. Na melhor das hipóteses, seu apoio e fidelidade não estavam sendo devidamente correspondidos.

Ninguém sabe porque, talvez por ter a informação chegado a uma emissora de rádio tão potente, o vereador reagiu de maneira ríspida, como se a palavra rompimento fosse coisa de outro planeta se comparada com o rosário de críticas que vem direcionando aos aliados de primeira hora. E olha que, até agora, ninguém falou sobre a briga de seu “guru” eleitoral, Coriolano Coutinho, com a ex-secretária Estela Bezerra, de quem Renato agora quer distância. Nem dos reais motivos, comentados nos corredores palacianos, de sua “indisposição” com a secretária Livânia Farias, da Administração.

Talvez o vereador tenha só lembrado que foi Ricardo Coutinho quem lhe deu o mandato, seja através de Coriolano ou de sua privilegiada colocação na Emlur.

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