O prefeito de João Pessoa bem que tentou fazer “ciúmes” ao PSB, pensando em dar o troco pela rejeição que sofre dos socialistas. Mas, a euforia durou pouco. Depois de orientar sua trupe a estimular uma possível aliança com o PSDB em 2016, mesmo com os tucanos trabalhando para cassar o mandato da presidente Dilma Roussef, Luciano Cartaxo levou mais um sonoro “NÃO”, na corrida desesperada por alianças que sustentem seu projeto de reeleição.
E coube justamente ao senador Cássio Cunha Lima, a quem o prefeito vinha “assediando” intensamente, a tarefa de “desmoralizar” Cartaxo e o PT. Com todas as letras, Cássio deixou clara a impossibilidade de aliança com o Partido dos Trabalhadores no ano que vem, muito menos para apoiar o atual prefeito na Capital. Segundo o senador, a conjuntura, que Cartaxo despreza, impede qualquer tipo de aproximação e impõe ao PSDB a necessidade de lançar candidato próprio à sucessão municipal.
Além de realista, Cássio foi coerente, ao contrário de Cartaxo que “esqueceu” os ataques que fazia ao senador e ao PSDB até pouco tempo e tentou dar uma de “bom moço” para conquistar poio dos tucanos. Quebrou a cara e acabou “de pires na mão”.
Se alguns políticos não perdoam as traições, imagine o eleitor?

