Trócolli Júnior resolveu “dar nomes aos bois”, como se diz no vocabulário popular, diante da contestação da presidente Dilma Roussef à acusação de que a Paraíba não recebe o mesmo tratamento do Governo Federal que outros Estados nordestinos. Ou melhor, o deputado deu “números aos bois”.
Em entrevista à Rádio Correio, Trócolli disse que seu gabinete fez um levantamento de números oficiais e constatou que a Paraíba tem previsão de investimentos da ordem de R$ 6 bilhões para o período entre 2011 e 2014. Uma soma razoável para um Estado pobre e com poucas perspectivas de desenvolvimento. Mas, o vizinho Rio Grande do Norte deve receber nada menos que R$ 20,8 bilhões no mesmo período. Ou seja, três vezes mais que o nosso Estado.
Segundo o parlamentar peemedebista, a disparidade é maior ainda quando comparados aos investimentos federais em Pernambuco. Para o período citado, o governo Dilma Roussef tem agendados R$ 53 bilhões, apesar do governador Eduardo Campos (PSB) estar prestes a enfrentar a presidente nas urnas.
Os dados batem de frente com a declaração de Dilma, na mesma emissora, negando tratamento discriminatório aos paraibanos em relação a norteriograndenses e a pernambucanos. Para Trócolli Júnior, esses números oficiais não atestam somente a situação humilhante vivida pela Paraíba, mas também a fragilidade de nossa representação política.
“A classe política paraibana precisa reagir. Nossa bancada federal tem que agir com mais fibra, pulso e determinação. Não podemos aceitar a continuidade dessa situação. A Paraíba não pode depender eternamente de migahas do Governo Federal”, afirmou o deputado peemedebista.
Apesar das provas apresentadas, a declaração de Trócolli Júnior didficilmente mudará a postura de nossos representantes, principalmente os congressistas. Até porque a Paraíba precisa dos R$ 70 milhões prometidos por Dilma para conclusão do Centro de Convenções e outras verbas menores para obras de infraestrutura. Na visão da maioria dos políticos paraibanos, é melhor esperar por migalhas do que correr o risco de ficar sem nada.

