O discurso do senador José Maranhão sábado passado, em Patos, durante a convenção municipal do PMDB, serviu para massagear o ego da família da prefeita Francisco Motta, mas teve também um “efeito colateral”: aumentou as queixas do deputado federal Veneziano Vital, que continua ameaçando deixar o partido. “Ele só não sai agora por medo de perder o mandato”, revelou um aliado de Vené, referindo-se aos riscos do cabeludo ser enquadrado na lei da fidelidade partidária.
Durante e após a convenção na Morada do Sol, Maranhão rasgou elogios ao deputado federal Hugo Motta, neto de Francisca e presidente da poderosa CPI da Petrobras, citando-o como uma das opções do PMDB para disputar o Governo do Estado em 2018. O senador fez questão de descatar qualidades do novato, como a história partidária e o desempenho em suas atividades no Congresso Nacional. “Nunca se viu um novato, em tão pouco tempo, atingir o desempenho que Hugo alcançou no Congresso Nacional. É impressionante o respeito que todos têm a ele. Sem dúvidas, é um dos grandes quadros do partido para 2018”, sustentou.
Maranhão pareceu pouco preocupado com a repercussão que suas declarações alcançariam. Tanto que, perguntado sobre a possível saída de Veneziano do PMDB, foi rápido na resposta e jogou a responsabilidade para o cabeludo. “Acho que essa pergunta deve ser feita a ele”, sugeriu.
A situação no PMDB está “de vaca desconhecer bezerro”, como se diz lá nas Espinharas mesmo.

