Dividido entre a necessidade política e a ética, Luiz Couto mantém aliados no governo Ricardo Coutinho

Luiz Couto continua indeciso entre a necessidade política e a ética (Imagem da Internet)

Luiz Couto continua indeciso entre a necessidade política e a ética (Imagem da Internet)

O deputado federal Luiz Couto (PT) sempre foi um pregador da ética. Não só como padre, mas também como parlamentar. Talvez por isso esteja surpreendendo colegas da Igreja e do Congresso Nacional, ao mesmo tempo, ao demorar tanto a convencer seus aliados a entregarem os cargos que ocupam na administração do governador Ricardo Coutinho, após o “rompimento” do PSB com o PT e a renúncia coletiva dos socialistas aos espaços ocupados na gestão da presidente Dilma Roussef.

O lado político de Couto sustenta que os cargos estaduais são fundamentais para sua reeleição. Já o lado religioso orienta que, manter aliados na gestão socialista seria, no mínimo, antiético e, portanto, desaconselhável para um sacerdote. Um pecado de difícil perdão.

Claro que, no que diz respeito aos cargos, são apenas suposições. Ninguém sabe o que realmente passa na cabeça de Luiz Couto. Que esses cargos estaduais poderiam ajudar em sua reeleição e até na disputa pela presidência do PT, ninguém duvida. Nem o próprio deputado. Mas, não se pode afirmar que a indecisão de Couto tem a ver com tal perspectiva. Nem o contrário.

Por isso, seria importante que o deputado se pronunciasse publicamente sobre o assunto. Satisfaria aos petistas, que tanto lhe cobram posição, e aos paraibanos, que tanto têm respeitado suas opções.

A única coisa que o deputado não pode é continuar ignorando a expectativa dos paraibanos – petistas e não petistas. Seria uma decepção para os aliados e um prato cheio para os adversários, que aguardam ansiosos por uma chance para fulminá-lo, se não ao pé da letra, pelo menos politicamente.

Sem dúvidas, nesse caso, uma grande perda para o Parlamento.

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