O PMDB já foi o maior partido da Paraíba. Talvez ainda seja. Tem dois dos três senadores e três dos doze deputados federais, quatro dos 36 deputados estaduais, além de dezenas de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Mesmo assim, desde 2010, quando José Maranhão foi derrotado por Ricardo Coutinho para o Governo do Estado, que o partido não sabe o que é unidade. E foi essa divisão que transformou o PMDB de protagonista em coadjuvante no processo eleitoral.
Em 2014, o PMDB lançou de última hora o deputado Vital Filho como candidato a governador para evitar um “racha” maior. Fragilizado, amargou um terceiro lugar e ajudou Ricardo a vencer Cássio Cunha Lima no segundo turno. Após a eleição, continuou dividido em governistas e oposicionistas.
A mesma dificuldade de coesão levou o PMDB a rifar a candidatura de Manoel Júnior a prefeito de João Pessoa, em 2016. Com o fracasso da candidatura própria, Maranhão e o próprio Júnior levaram o partido para os braços de Luciano Cartaxo (PSD), reeleito numa coalizão de forças com o vice peemedebista. Mas, o partido perdeu os deputados Gervasio Maia e Trócolli Júnior, que guinaram para o grupo de Ricardo Coutinho.
O cenário divisionista caminha para se repetir em 2018, mesmo estando ainda distante das eleições estaduais. De um lado, o senador Raimundo Lira e os deputados Gervasio Maia e Trocolli Júnior, que querem o PMDB no palanque de Ricardo. Do outro, Maranhão e Manoel Júnior pregando a manutenção da aliança de oposição com Cássio e Cartaxo. O final da história tem tudo para registrar o PMDB, dividido novamente, como “noiva” das eleições.
Se serve de consolo, será, sem dúvidas, a mais cobiçada.


