Faltando ainda seis meses para as eleições estaduais de outubro, a fogueira continua queimando, a cada dia com mais intensidade, na política paraibana. Hoje, pelo menos dois fatos chamaram atenção. O primeiro foi o escancarado “racha” no DEM, que antes se arvorava de manter a unidade em eleições anteriores. Pouco depois do deputado Domiciano Cabral anunciar apoio ao senador Cássio Cunha Lima, pré-candidato a governador pelo PSDB, o ex-senador Efraim Morais, presidente do DEM, confirmou que fica com o governador Ricardo Coutinho (PSB) e defendeu a realização de convenção para definir a posição oficial do partido.
Os deputados estaduais Lindolfo Pires, Domiciano Cabral e João Henrique, além do suplente Assis Quintans, acusam Efraim de quebrar acordo anterior onde uma comissão indicada pelo partido decidiria, no voto, o caminho a seguir em relação às eleições de outubro.
Do lado da oposição, o clima também pegou fogo. O deputado Anísio Maia (PT) entregou a liderança oposicionista queixando-se de restrições por parte dos colegas Trócolli Júnior e Gervázio Maia, ambos do PMDB, partido que quer o apoio do PT para disputar o Governo do Estado. Anísio alega, entre outras coisas, protecionismo dos parlamentares ao dono do shopping Manaíra, Roberto Santiago.
Como se pode ver, o clima é de “vaca desconhecer bezerro”, dos dois lados.

