O ex-senador Efraim Morais é um homem extremamente pragmático. Não dá “murro em ponta de faca”, como se diz lá nos arredores de Santa Luzia. Em 2002, quando viu que a coisa tava ficando preta para o lado do governo de José Maranhão, pulou para a oposição e se elegeu senador da República, desbancando o favoritismo do ex-governador Wilson Braga. A metodologia utilizada, não vale a pena citar.
Hoje, Efraim encontra-se no “ostracismo”, ocupando uma pasta esvaziada e sem muitas perspectivas de ascensão, situação muito pior que a de 2002 quando era deputado federal. Talvez pensando no sucesso da operação de dez anos atrás, o ex-senador tenha preferido silenciar diante da pergunta sobre sua posição, caso Cássio venha a romper com o governador Ricardo Coutinho e se candidatar a governador em outubro próximo.
Não é de se estranhar a indefinição. Afinal, como bom democrata, Efraim só se define na última hora.
Wilson Braga até hoje se arrepende de tê-lo estimulado na política.

