Não faz muito tempo, o blog noticiou a tendência do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) utilizar discurso de campanha semelhante ao que usou para derrotar o então governador Roberto Paulino (PMDB), apoiado pelo então campeão de popularidade, o ex-governador José Maranhão (PMDB), nas eleições de 2006. Cássio fazia questão de chamar a gestão de Maranhão e Paulino de “governo de pedra e cal”, investindo em propostas de valorização do cidadão para se contrapor ao aparato de obras dos adversários.
Hoje, em Campina Grande, o senador praticamente confirmou a previsão. Durante festa de aniversário do ex-deputado Dunga Júnior (PSDB), filho do deputado Carlos Dunga (PTB), Cássio disse, ao lado do ex-prefeito Luciano Agra (PEN) e do senador Cícero Lucena (PSDB), que não vai tratar as pessoas, caso seja eleito governador, “como um saco de cimento”. Um recado mais que direto ao governador Ricardo Coutinho, considerado de difícil convivência com o “povão” e a classe política paraibana, mas também um executor de obras no Estado.
“Quando a vida é feita sem emoção, sem respeito ao outro, sem respeito ao outro, sem que voce possa sentir remorso quando pratica o mal, não vale a pena ser vivida”, afirmou Cunha Lima, sob aplausos dos presentes à festa política.
Numa espécie de “provocação” ao governador, Cássio disse que vai “continuar beijando e abraçando as pessoas” e externando o seu sentimento. “Tenho sim sentimento e vou continuar tratando as pessoas com respeito que cada um merece”, acrescentou.
Seguindo a mesma linha, o tucano voltou a alfinetar Ricardo Coutinho. “(Farei isso) Porque gente é gente. Não vou tratar as pessoas como quem trata um saco de cimento. Não vou fazer das pessoas uma utilidade porque tem gente que vê as pessoas como um utensílio. Quando é útil, utiliza. Quando não é mais útil, descarta”, criticou.
E ainda tem gente que duvida que o homem é candidato a governador. Quanta inocência.

