De bobo, o governador Ricardo Coutinho não tem nada. Já provou isso, principalmente quando se trata de fazer alianças. Primeiro, ele provoca o pretenso aliado. Depois, afaga. E vice-versa, se não tiver mais interesse no alvo. Parece que a “bola da vez” é o PT, do prefeito Luciano Cartaxo.
Ao contrário do que muitos esperavam, Ricardo optou por “empurrar com a barriga” quando provocado a se posicionar sobre a manutenção ou não da aliança com o PT na Capital nas eleições de 2016. Em solenidade no Palácio da Redenção, quando anunciou nova proposta para pagamento de precatórios, Ricardo disse que não é hora de tratar do assunto. Ou seja, nem sim nem não. A resposta lhe dará o tempo necessário para buscar outros aliados capazes de suprir a ausência do PT no palanque do candidato do PSB, se for o caso.
A estratégia do governador, de manter o mistério em relação ao tão solicitado apoio ao prefeito Cartaxo, não se restringiu às suas declarações. O líder do governo, deputado Hervázio Bezerra, foi mais longe e defendeu a manutenção da aliança entre os dois partidos. Hervázio lembrou que o diretório da Paraíba já divergiu da orientação da executiva nacional quando apoiou Eduardo Campos para presidente da República e, posteriormente, Marina Silva com a morte do pernambucano, em 2014.
“Mas, quem decide é a maioria”, deixou claro o deputado.
A maioria a que se refere Hervázio Bezerra é a do diretório do PSB de João Pessoa ou o estadual, se for o cso. Os dois seguem orientação do governador e não da direção nacional. Portando, a resposta do líder do governo não poderia ser mais adequada.
Tá tudo muito claro. Só não vê quem é cego.

