O drama envolvendo PSDB, PMDB e Luciano Cartaxo (PSD) tomou novo rumo nas últimas horas. Sem candidato, os tucanos estavam “em cima do muro” quanto ao apoio a outra legenda. Até então, tinham como pretendentes o atual prefeito, que tentará a reeleição, e o deputado federal Manoel Júnior, pré-candidato do PMDB. Mas, com aval do PSDB, Cartaxo mudou a conversa e decidiu investir para ter também o PMDB em seu palanque.
a proposta de unir as oposições (ou parte delas) teria apoio do senador Cássio Cunha Lima, do presidente do diretório estadual do PSDB, Ruy Carneiro, e do ex-senador Cícero Lucena, simpatizante do atual prefeito. O grande entrave é a resistência de Manoel Júnior, que sequer aceita discutir o assunto. “Estou cuidando da campanha do PMDB. Isso ai (a proposta) não existe, não merece nem discussão”, teria dito o deputado peemedebista, ao ser abordado sobre a possibilidade.
Manoel Júnior tem razão. Ele esperou (e ainda espera) resposta do PSDB sobre uma eventual aliança em João Pessoa, mas jamais incluiu o prefeito Luciano Cartaxo, a quem faz oposição, nas negociações. “Se o PMDB quisesse se aliar a Cartaxo trataria o assunto direto com o prefeito. Não precisaria de intermediários. Nem estaria fazendo oposição também. Como explicaríamos essa mudança repentina à opinião pública? O eleitor não é bobo”, reagiu um peemedebista graduado e aliado de primeira hora do candidato.
Se for verdadeira, a “proposta indecente” cheira mais a uma desculpa esfarrapara do PSDB para declarar apoio a Cartaxo. Esse caminho, entretanto, pode gerar consequências indesejáveis aos tucanos lá na frente, mais precisamente nas eleições de 2018, quando precisarem de aliados de peso para a disputa da sucessão estadual.

