EXCLUSIVO: Impasse na Câmara Municipal de João Pessoa pode levar Cartaxo a optar por uma “terceira via”

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O assunto não é oficial. Nem poderia, diante dos problemas que Luciano Cartaxo (PSD) já enfrenta para manter a unidade de sua bancada e eleger uma Mesa Diretora aliada na Câmara Municipal de João Pessoa. Mas, assessores relatam inquietude e irritação por parte do prefeito com o impasse que persiste no processo sucessório da Casa de Napoleão Laureano. O clima é tão tenso que Cartaxo já estaria pensando em uma eventual “terceira via”, na tentativa de conter a arriscada polarização entre o atual presidente, Durval Ferreira (PP), e o vereador Marcus Vinicius (PSDB), que conta com apoio da bancada de Oposição.

Durval afirma que tem 15 votos. Marcus Vinicius garante que conta com 16. A próxima legislatura terá 27 vereadores. Portanto, alguém está blefando. Ou, como disse o próprio Durval, vereadores estão “jogando dos dois lados”. Mas, o que estaria azedando ainda mais o humor do prefeito é a possibilidade de ceder espaços à Oposição. Ao contrário da atual legislatura, a próxima terá uma bancada oposicionista robusta, com onze vereadores. Dez deles estariam na contabilidade de apoios de Marcus Vinicius.

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A hipótese de terceira via poderia até resolver o problema com a Oposição, mas será que o prefeito tem nomes para garantir a unidade de sua bancada? Aliados fortes como Benilton Lucena e Bira Pereira, ambos do PSD, foram derrotados. Helton Renê talvez fosse uma boa opção, mas tem a volta para o Procom praticamente carimbada. Restaria como alternativa Pedro Coutinho (PHS), nome respeitado e o mais antigo na Câmara Municipal. Pedro permaneceu por quase todo o mandato de Cartaxo no Instituto de Previdência Municipal (IPM) e deu conta do recado. Além disso, mantém ótima relação com o prefeito e a bancada governista e trânsito livre na oposicionista.

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Mas, o próprio Pedro, abordado sobre o assunto, disse que nunca ouviu falar nisso. Discreto, o homem não quis nem comentar a hipótese.

Pelo jeito, o tema está restrito ao prefeito, a quem cabe se pronunciar, e a poucos assessores.

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