Quando assumiu o mandato, em janeiro, a prefeita Chica Motta (PMDB) encontrou apenas 189 comissionados na folha de pagamento. Um número considerável para uma prefeitura do porte de Patos, que já consumia nada menos que R$ 358.346,42 das receitas municipais. Mas, a prefeita achou pouco e danou-se a contratar, elevando esse número em outubro para 348, quase o dobro do que herdou do ex-genro e antecessor, Nabor Wanderley, em apenas dez meses de gestão. O custo desses apadrinhados também subiu quase cem por cento, chegando a R$ 647.047,44 em outubro passado.
Os dados estão no Sagres do Tribunal de Contas do Estado e mostram que a atual gestora é mesmo afeita à contratações. Logo nos primeiros meses de governo, Chica Motta foi obrigada a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta junto ao Ministério Público se comprometendo a exonerar centenas de prestadores de serviços contratados por ela e por Nabor Wanderley, irregularmente. Agora, o problema é com os comissionados.
Em fevereiro, o número de comissionados já havia subido de 189 para 313, como mostram os extratos do Sagres do TCE, e os gastos passaram de R$ 358.346,42 para R$ 530.889,74. Nos meses seguintes, as contratações e, logicamente, a conta paga pelo erário continuaram a se expandir. Em março, já eram 321 servidores ao custo de R$ 546.321,16.
Em setembro, a prefeita acresceu mais 28 servidores à relação de comissionados, elevando o total para 349 e os gastos para R$ 664.451,84. No mês seguinte, talvez Chica Motta tenha sido alertado por sua assessoria sobre os excessos. Tanto que ela até diminuiu o número de comissionados para 348, reduzindo também os custos para R$ 647.067,44.
Mesmo assim, nos dez primeiros meses da atual administração a Prefeitura de Patos consumiu quase R$ 6 milhões somente com os comissionados. No mesmo período, foram nomeados mais 159 servidores sem concurso, fora os prestadores de serviço ou contratados por excepcional interesse público. Uma média de quase 16 contratações por mês.
Em contrapartida, desde o ano passado que a cidade de Patos sobre com os efeitos da seca, que dizimou rebanhos e comprometeu a renda de pequenos trabalhadores rurais e comerciantes. Uma situação inversa à gestão da atual prefeita que, enquanto deputada, sempre condenou a contratação de servidores sem concurso público.
No Sagres, não consta ainda o balancete do mês de novembro da Prefeitura Municipal de Patos.
Veja, abaixo, cópias das informações do TCE:





