Se existe um lugar no Brasil onde a fidelidade partidária é próxima de zero, este lugar é a Paraíba. Aqui, esse dispositivo legal criado para fortalecer os partidos virou “Conto da Carochinha”, onde políticos seguem tudo durante as campanhas eleitorais, menos a orientação de suas legendas.
O quadro atual seria suficiente para retratar o pouco caso que os agentes políticos fazem da lei e dos partidos, principalmente os maiores, sem se importar com a possibilidade de qualquer tipo de punição.
No PMDB, por exemplo, a situação é de “vaca desconhecer bezerro”, como se costuma rotular casos que fogem a qualquer tipo de controle. Prefeitos, vereadores e até deputados deixaram de apoiar o candidato a governador do partido para declarar voto nos adversários. A dissidência começou quando Veneziano era pré-candidato e segue a todo vapor após sua substituição pelo irmão, senador Vital do Rego Filho.
PSDB e PSB enfrentam problemas da mesma ordem. Muitos filiados com e sem mandato deram as costas para candidaturas próprias e se debandaram para os palanques alheios. Mesmo sem candidatos a governador, PT, DEM, PR e PDT também contam com dissidências às decisões tomadas. E os exemplos não param por aí.
Em suma, está mais fácil ser infiel nesses partidos que em casamentos.

