Eduardo Lira, filho do senador Raimundo Lira (PMDB), distribuiu nota com a imprensa explicando o episodio do aluguel de imovel a uma agencia dmvinculada ao Governo Federal.
Abaixo, a nota:
Meus amigos,
Infelizmente, hoje fui surpreendido com uma matéria sobre uma locação que havíamos realizado. E gostaria de partilhar algumas informações sobre este fato.
Hoje em dia meu pai dedica 100% do seu tempo à vida pública. E, como eu sou encarregado pelos negócios imobiliários dele, me senti na obrigação de fazer alguns esclarecimentos.
Mesmo que na matéria jornalística do Estado de São Paulo, e nas demais que foram publicadas em outros órgãos de imprensa, não haver nenhuma denúncia de corrupção ou qualquer tipo de crime, mais uma vez verificamos a tentativa de alguns em tentar igualar – por baixo – o nível de todos os políticos.
No final de 2014, antes de meu pai reassumir o mandato de Senador, fui procurado por representantes da ABDI, porque eles estavam interessados em alugar nosso prédio, recém construído pela Cyrela. O contrato foi assinado no início de 2015, ainda durante o governo Dilma, lembrando que, tempo depois, o meu pai presidiu a comissão do impeachment e votou contra a mesma.
Em abril de 2015 recebi parecer jurídico, antes da assinatura do contrato, de que poderíamos seguir com a locação porque a ABDI é uma pessoa jurídica de direito privado, o que de fato é, apesar de suas ligações com o sistema S.
Não existe qualquer tipo de crime ou veto nessa locação porque a ABDI não é integrante da administração pública direta ou indireta, de forma que não há infringência ao artigo 54 da Constituição Federal, que proíbe contratos entre parlamentares e órgãos públicos.
Apesar de meu pai ser proprietário de centenas de imóveis escriturados e registrados, em toda a nossa história de mais de 40 anos no mercado imobiliário, nunca alugamos nenhum imóvel ao Governo Federal, Estadual ou Municipal.
Sendo assim, por se tratar de pessoa jurídica de direito privado, qualquer conflito deve ser resolvido na esfera privada, de forma amigável, ou no foro indicado, caso haja litígio.
E mais: interessante registrar que, se em algum momento tivéssemos algo a esconder, o prédio alugado não se chamaria Senador Raimundo Lira.
Cada um segue, mesmo desagradando a alguns , agindo de acordo com seus princípios.
Muito obrigado.
Eduardo Lira
