Nas eleições de 2014, o deputado Frei Anastácio foi um dos poucos a divergirem da aliança do PT com o PSB. Naquela ocasião, o Frei já alertava os companheiros de partido sobre a fragilidade da aliança. Dizia Anastácio que a composição era momentânea e regada à interesses dos socialistas em fortalecer o projeto de reeleição do então governador. Não deu outra.
Passadas as eleições, Ricardo foi reeleito governador e Lucélio Cartaxo, irmão do prefeito, derrotado para o Senado. O PT esperava que Ricardo declarasse apoio imediato à reeleição do outro Cartaxo, o prefeito. E Ricardo, que não é besta, disse que a contrapartida pelos votos do PT já fora dada no ano passado, quando o PSB apoiou Cartaxo, o candidato a senador. Nada mais justo.
De “alma lavada”, Anastácio soltou o verbo nesta quarta-feira e “jogou na cara” dos petistas o resultado da aliança celebrada com fins eleitoreiros, de ambos os lados. O deputado não só reafirmou ser oposição ao Governo do Estado, por coerência, como voltou a alertar o PT de Cartaxo para não esperar por um apoio que não terá. Segundo Anastácio, não há mais dúvida de que o PSB e o governador terão candidato próprio em João Pessoa e o atual prefeito “sobrou na curva” ao apostar numa hipótese inviável.
“Só não ver quem não quer. Quando não indicou nomes para a equipe de Cartaxo, o governador já deixou claro que não tem qualquer compromisso com a candidatura do PT em 2016”, avaliou Anastácio.
Se Cartaxo está vendo, finge que é cego.

