O presidente da Assembleia legislativa, Adriano Galdino (PSB), negou qualquer conotação política na instalação da CPI para investigar o sistema de lombadas eletrônicas de João Pessoa e outras cidades paraibanas. Segundo ele, a intenção dos deputados é averiguar denúncias de mau funcionamento do sistema que estaria prejudicando os motoristas.
“Nossa intenção é melhorar esse sistema e daremos sugestões para tanto. Que existem falhas, não há dúvidas. Semana passada fui à Campina Grande e quando retornei encontrei oito multas para pagar. Isso não existe. Depois, tem lombada que marca (exige) 40 quilômetros (velocidade máxima) e outras, na mesma rua, 50 quilômetros. Mais a frente, volta a 40 quilômetros. Não tem motorista que aguente”, queixou-se Galdino.
Galdino assegurou que CPI não será utilizada para fins político-eleitorais e mandou recado ao vereador pessoense Lucas de Brito Pereira, que sugeriu uma investigação conjunta da Assembleia Legislativa e Câmara Municipal. “Se ele quiser ajudar, tudo bem. Agora, se vier com interesses políticos pode ficar onde está. Não permitiremos o uso político das CPIs nem da Assembleia”, avisou.
De acordo com o presidente, a única dúvida ainda pairando sobre o andamento da CPI dos Pardais é de ordem jurídica. Não há convicção de que a Assembleia Legislativa teria competência para investigar as lombadas eletrônicas. Há quem diga que esse trabalho seria da competência das Câmaras Municipais. Por isso, Galdino pediu parecer da Procuradoria Jurídica da Casa sobre o assunto. “Estamos aguardando pronunciamento da Procuradoria para seguir em frente”, explicou.

