O líder do governo, Hervázio Bezerra (PSDB), bem que tentou negociar. Chegou a propor que a oposição comandasse a Comissão de Constituição e Justiça e o governo ficasse com a Comissão de Orçamento. Ou vice-versa. Não deu certo. A oposição venceu a queda de braço. Emplacou o deputado Raniery Paulino (PMDB) no comando da Comissão de Orçamento e reelegeu Janduhy Carneiro (PEN) presidente da CCJ.
A decisão, nos dois casos, foi unânime e saiu de reunião encerrada agora a pouco no plenário José Mariz. Embora o PEN se defina como independente, Janduhy Carneiro exerce clara postura oposicionista. Olenka Maranhão (PMDB) foi eleita vice-presidente, enquanto Tião Gomes (PSL), Léa Toscano (PSB), João Henrique (DEM) e Vituriano de Abreu (PSC) foram escolhidos como membros titulares.
Os suplentes da CCJ são: Caio Roberto (PR), Toinho do Sopão (PEN), Raniery Paulino (PMDB), Hervázio Bezerra (PSDB), Juthay Menezes (PRB), Assis Quintans (DEM) e Carlos Batinga (PSC).
A Comissão de Orçamento tem o deputado Frei Anastácio (PT) como vice-presidente e os deputados Toinho do Sopão (PEN), Caio Roberto (PR), Gilma Germano (PPS), Lindolfo Pires (DEM) e Juthay Menezes (PRB) como demais integrantes. Os suplentes são Janduhy Carneiro (PEN), Aníbal Marcolino (PEN), Doda de Tião (PPL), Ivaldo Morais (PMDB), Antônio Mineral (PSDB), Domiciano Cabral (DEM) e Carlos Batinga (PSC).
A confirmação dos nomes, após muita polêmica e adiamentos, mostra que o governo continuará dependendo do PEN e do PMDB nas duas principais comissões, como ocorre em relação ao plenário, onde a oposição continua com maioria. Mesmo assim, o líder governista se mantém otimista diante da perspectiva de um melhor relacionamento entre os Poderes (Executivo e Legislativo) desde a aprovação do empréstimo da Cagepa. É esperar para ver.

