Deu na coluna do prestigiado jornalista Cláudio Humberto, do Portal Diário do Poder: aliados de Michel Temer querem destituir Leonardo Picciani da liderança do PMDB na Câmara Federal para dar a vaga a Hugo Motta. Picciani é aquele que, mesmo liderando o PMDB, que fechou questão a favor do impedimento da presidente da República, votou contra, abrindo uma dissidência indesejável e incômoda ao vice-presidente.
Parlamentares mais ligados a Temer acham que não há mais como confiar no atual líder, que chegou ao posto pelas mãos do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Ao contrário de Pissiani, Hugo conta com a simpatia da maioria da bancada e votou favorável à abertura de processo de afastamento de Dilma, seguindo orientação partidária.
Mas, a operação parece não agradar a Temer, pelo menos por enquanto. Um grupo comandado por Leonardo Quintão, adversário de Picciani, teria recebido um não do vice-presidente como resposta à proposta de mudança na liderança. Não que Temer não queira. O problema é que a principal liderança do PMDB não quer arriscar dividir o partido, num momento em que precisa demonstrar força política e hegemonia.
Temer tem razão. Melhor esperar um pouco. Até porque, a esta altura do campeonato são poucos os deputados que seguem a orientação de Picciani. Resumindo, o deputado transformou-se em líder de direito. De fato, é apenas um dissidente.

