Indiciado pela “CPI do Tesoureiro”, Veneziano volta a “estaca zero” e abre caminho para Galdino em Campina

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O deputado federal Veneziano Vital do Rego riu à toa em 2015, vendo uma enxurrada de processos contra ele arquivada pelo STF. Tá certo que não foram todos, mas o quadro caminha para isso. Já o ex-prefeito Veneziano Vital do Rego não teve a mesma sorte. Apesar de beneficiado com as decisões em Brasília, Vené e mais nove foram indiciados por irregularidades em sua gestão à frente da Prefeitura de Campina Grande. Com o indiciamento, a candidatura do PMDB praticamente voltou à estaca zero, sem qualquer segurança jurídica.

A nova decisão foi comemorada pelo prefeito Romero Rodrigues (PSDB) e seu grupo, mas foi recebida com maior euforia pelos próprios aliados do Cabeludo. O PSB sentiu-se “de alma lavada” porque, afastando Veneziano da disputa não só dá o troco ao PMDB, que resolveu seguir “carreira solo” em João Pessoa com Manoel Júnior, rejeitando apoio a João Azevedo, mas também abre caminho para Adriano Galdino, presidente da Assembleia Legislativa, consolidar sua candidatura a prefeito pelas oposições.

Claro que Veneziano ainda pode reverter a situação. Mas, não é fácil. Como não tem sido fácil convencer o Supremo a arquivar as ações contra o peemedebista. O advogado Luciano Pires, aliás, contestou a decisão da CPI e disse, em nota oficial, que ela estaria afrontando o STF e o TCE.

Abaixo, a nota na íntegra.

A conclusão da CPI reflete seu caráter eminentemente político. É inconcebível a usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal efetuada para indiciar o deputado Veneziano, detentor de prerrogativa de foro. A CPI também desnatura e afronta auditores e conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, que não constataram quaisquer irregularidades na licitação e nas obras questionadas. As denúncias do ex-tesoureiro da PMCG, por sua vez, não encontraram respaldo em nenhuma evidência minimamente aceitável. O deputado Veneziano e sua defesa estão absolutamente despreocupados e seguros da imprestabilidade jurídica dessa CPI.

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