O deputado federal Manoel Júnior foi excluído da reforma ministerial da presidente Dilma Roussef e a Paraíba perdeu a chance de comandar o Ministério da Saúde, um dos mais importantes do País. Dilma fechou a cota do PMDB após reunião com os líderes do partido no Senado, Eunício Oliveira, e na Câmara, Leonardo Picciani, nesta quinta-feira. O deputado piauiense Marcelo Castro deve ser confirmado na pasta, suplantando o favoritismo inicial de Manoel Júnior.
Castro chegou a ser levado ao Palácio do Planalto por Picciani para encontro com Dilma, onde foi comunicado que seria o novo ministro da Saúde.
Além da reviravolta, já que Manoel Júnior foi indicado pela grande maioria de sua bancada e contava com apoio do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, chamou atenção o “abandono” do PMDB, principalmente local, ao deputado paraibano. Júnior sofreu ataques de todos os lados, além do veto do governador Ricardo Coutinho (PSB), um dos principais aliados de Dilma, sem receber uma só palavra de solidariedade dos companheiros de partido.
Pelo quadro registrado, parecia até que estava tudo combinado para derrubá-lo. Para completar, o senador José Maranhão declarou que a aliança do PMDB com o PSB, do governador, está consolidada, mesmo tendo o partido decidido lançar candidatura própria a prefeito de João Pessoa com Manoel Júnior sendo o mais cotado para encabeçar a chapa.
Além da queda, o coice.
Com informações de O Glogo

