O jornalista e radialista José Maria Fontenelli (57) reapareceu na manhã desta terça-feira no Comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa, onde desabafou sobre os 17 dias de “inferno” que passou no Complexo Hospitalar Ex-governador Tarcísio de Miranda Burity, o “Trauminha” de Mangabeira. Com a clavícula fraturada em dois lugares e afundamento no crânio, decorrentes de queda sofrida em sua residência, José Maria contou que passou as primeiras 24 horas sentado numa cadeira, no hospital, medicado apenas à base de morfina para combater a dor, esperando atendimento.
“Nem sequer uma tipoia me deram. Passei momentos que não desejo a ninguém. O hospital não tem nada, falta tudo. Foram os piores momentos da minha vida”, disse o jornalista, em tom choroso e agora usando uma tipoia para se recuperar da cirurgia.
José Maria explicou que passou 17 dias no hospital porque faltava o material necessário para o processo cirúrgico. Segundo ele, o colega João Camurça chegou a protestar no hospital, quando o visitou, e propôs comprar o material para agilizar o procedimento. Outros amigos do jornalista também se mobilizaram para ajudar, caso fosse preciso, até que a direção do hospital adotou as providências para resolver o problema.
Ainda de acordo com o jornalista, o corpo funcional do hospital faz tudo que pode para garantir um bom atendimento aos pacientes, mas “as precárias condições do hospital acabam comprometendo esse trabalho”.
Pelo desabafo, José Maria ficou com trauma do hospital.

