Lideranças de oposição reagiram contra ou destacaram obstáculos para consolidação da manobra do prefeito Luciano cartaxo (PSD) para retirar outros nomes já lançados e se tornar candidato único à sucessão municipal da Capital paraibana. Cartaxo propôs formar chapa única com PSD, PSDB, PMDB e PTB. O candidato a prefeito dessa chapa seria, claro, ele próprio. A vaga de vice seria do PMDB.
O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) disse que a união de forças é sempre aceitável porque fortalece a candidatura, mas deixou claras as dificuldades para juntar PMDB, PSDB e PTB em torno de um único nome, no caso o do atual prefeito Luciano Cartaxo. “Não sei se isso seria possível a essa altura”, afirmou.
O pessimismo de Cássio se baseia no fato de que vários partidos já lançaram candidatos a sucessão municipal, a exemplo de PMDB, PTB e PSB, havendo sérias dificuldades de retirada desses nomes, mesmo diante de um objetivo comum.
O deputado federal Manoel júnior é um exemplo claro dessa impossibilidade. Em nota, o pré-candidato do PMDB rechaçou a tese de união em torno de Cartaxo, adiantando que o assunto não entraria sequer em discussão. “Isso não existe. Nossa candidatura está posta e não vejo razão para retirá-la porque vamos ganhar a eleição. A população pessoense quer mudanças”, sustentou.
Júnior alegou ainda que o eleitor não aceitaria o PMDB no palanque de Cartaxo, depois de ter lançado candidato de Oposição “ao caos administrativo” que a cidade enfrenta. “Nossa candidatura será mantida até o fim, fazendo oposição à atual gestão”, avisou.
Pelo jeito, não adianta forçar a barra.

