A expressão “apagar fogo com gasolina” bem que caberia nas ações do senador Raimundo Lira em relação ao PMDB. Lira tem se aproveitado da dissidência de 2014 para tramar a queda do também senador e ex-governador José Maranhão da presidência do partido, “embalando” o PMDB para presentear o governador Ricardo Coutinho (PSB), de quem tornou-se aliado e admirador.
Ao convocar reunião dos dissidentes para discutir o futuro do PMDB, Lira não só atropelou uma das atribuições do presidente do diretório estadual, como também desprezou o restante do partido, incluindo Maranhão e a família Paulino que não querem nem ouvir falar em renovar a aliança com Ricardo. Não por acaso, o tesoureiro Antonio Souza, fiel escudeiro do ex-governador, voltou a disparar contra o senador cajazeirense, desta vez indicando-lhe, inclusive, a porta da rua.
“Se Lira quiser seguir com o governador (Ricardo Coutinho) que fique por lá e peça desfiliação do PMDB porque agora não tem mais solução. Tentamos contato por três vezes com Ricardo Coutinho e ele nos desprezou”, lamentou Souza.
Ao contrário de Lira, o presidente do PMDB mantém a calma. Maranhão tem evitado polemizar porque sabe que os prejuízos serão creditados ao partido. Mas, convocou reunião para o próximo dia 20, quando deve sair uma decisão mais firme sobre a sucessão estadual de 3018 e a pressão dos dissidentes em favor de aliança com Ricardo.

