Com uma administração repleta de “mistérios”, o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) tinha mesmo que chamar atenção dos órgãos de fiscalização. Primeiro foi a Controladoria Geral da União, que elaborou relatório técnico sobre as obras da Lagoa onde apontou suposto desvio de R$ 10 milhões. Ao invés de contestar as informações, a Prefeitura de João Pessoa tentou desqualificar o relatório. Usou até a Caixa Econômica com tal propósito, sem êxito. Tudo para esconder o que a população e as autoridades precisam saber.
O desespero do prefeito e seus aliados acabou provocando o MPF e a Polícia Federal, que agora investigam não só as irregularidades apontadas pela CGU, mas também o destino das 200 toneladas de lixo que a PMJP garante ter retirado da Lagoa. Com tanto lixo, essas obras só podiam mesmo gerar fedentina. Talvez por isso a justiça tenha determinado a instalação da CPI solicitada pela Oposição para também apurar o caso.
Mas, nem só de lixo vive a gestão de Cartaxo. Agora tem também uma tal de taxa “z”, denunciada pela pré-candidata do PSB a sucessão municipal, Cida Ramos. A taxa seria, de acordo com a socialista, uma “colaboração à parte” dos empresários da construção civil para obtenção de alvarás na Prefeitura de João Pessoa. Aliás, o “extra” estaria sendo cobrado também do cidadão comum. A denúncia ainda não atraiu os olhares dos órgãos de fiscalização, mas a bancada de Oposição já estuda a possibilidade de uma nova CPI para apurar o caso. É tudo questão de tempo.
Diante do quadro, é de se perguntar: qual será o próximo mistério da atual gestão municipal?

