A queda nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) não apenas preocupa o governador Ricardo Coutinho (PSB) como pode levar sua gestão a adotar medidas mais “amargas” a partir de janeiro de 2016. Por enquanto, Ricardo confirmou apenas sua preocupação, mas integrantes da área econômica admitem que a crise nacional deve afetar a Paraíba em maiores proporções no ano que vem, forçando a adoção de novas medidas de controle de gastos.
“A situação chegou a um patamar insustentável e a preocupação maior do governador é com a manutenção acentuada da queda do FPE, principal fonte de receita do Estado”, afirmou um auxiliar do governador.
Segundo o próprio Ricardo Coutinho, a redução no FPM atingiu 12,5% em dezembro e em janeiro deve subir para 17,2%. Além dessa queda, o Estado enfrenta o contingenciamento de recursos federais e os efeitos da maior seca de todos os tempos.
Outros Estados como Rio Grande do Sul e Pernambuco, além do atraso no pagamento da folha de pessoal, já sinalizaram com a adoção de medidas mais duras, como o corte em benefícios conquistados por famílias de baixa renda. O abono natalino, que a Paraíba também aos beneficiários do Bolsa Família, é um deles.

