Pode ser apenas estratégia para cobrar mais espaços no governo de Ricardo Coutinho (PSB), mas o senador José Maranhão avisou, nesta quinta-feira, que o PMDB terá candidato a prefeito de João Pessoa, citando os deputados Manoel Júnior e Gervasio Maia como alternativas para a disputa. Digo que pode ser apenas estratégia porque, na mesma ocasião em que foi entrevistado no Sistema Arapuan de Comunicação, Maranhão queixou-se de espaços insuficientes dedicados ao PMDB pelo atual governador levando-se em conta a importante participação do partido no segundo turno da eleição.
Outra razão para duvidar da intenção do cacique peemedebista, é que, no meu entendimento, o processo eleitoral de 2016, pelo menos em João Pessoa e Campina Grande, foi incluído nas negociações de 2014 entre PSB e PMDB. Pelo que soube, o PMDB indicaria o vice na Capital e o PSB na Rainha da Borborema. Lá, o PSB só lançaria candidato a prefeito se fosse necessário para levar a disputa ao segundo turno.
Nas eleições de 2012, o PMDB insistiu em lançar candidatura própria em João Pessoa e quebrou a cara. O próprio Maranhão amargou um desastroso quarto lugar, atrás até da novata Estela Bezerra (PSB), que sequer tinha sido ainda testada nas urnas. Seu único “trunfo” era o apoio do governador.
Por essas e outras, não será estranho se a declaração do senador não passar de arrobo, na tentativa de convencer Ricardo a ceder mais espaços ao PMDB. Além do mais, a ocupação de cargos pelos peemedebistas já os coloca como aliados do Palácio da Redenção. Portanto, teoricamente, estarão propensos a apoiar os candidatos governistas.
A menos que o partido pense em rompimento.

