O ex-governador José Maranhão voltou a pregar aliança com o PT, seguindo exemplo do cenário nacional onde PMDB e PT decidiram manter a coligação celebrada em 2010 para as eleições de ano que vem. Mas, ao contrário dessa situação, o peemedebista disse que é cedo para “fechar” a chapa majoritária, deixando em aberto a possibilidade dos partidos “da base” – e não apenas o PT – ocuparem espaços.
Maranhão deixou claro, entretanto, que o PMDB não vai aceitar a indicação de nomes “sem representatividade”, sejam de que partidos forem. O partido parece não ter gostado do que aconteceu nas duas eleições anteriores, onde o PT indicou Rodrigo Soares e Luciano Cartaxo para a vaga de vice.
“Temos que avaliar, entre outras coisas, o peso dos partidos e também dos nomes indicados para compor a chapa. Não podemos definir isso agora, faltando tanto tempo para as eleições”, justificou o ex-governador.
Maranhão também contestou a tese de que as oposições estarão divididas em 2014, repetida pelos governistas. Ele disse que tem notado o PT e outros partidos fazendo oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB), sem perspectivas de mudança de postura até o pleito.
O ex-governador concedeu entrevista antes de entrar para a reunião do PMDB, na sede do partido, onde a executiva estadual discute a elaboração de calendário de visitas aos municípios polo do Estado para divulgar a pré-candidatura de Veneziano Vital a sucessão estadual.

