PMDB e PT fecharam aliança na Paraíba para as eleições de outubro, após reunião na sede do diretório petista, com direito a abraços e tapinhas nas costas. Tudo como manda o figurino. Mas, parece que os dirigentes esqueceram de avisar aos filiados sobre o acordo. Faltando menos de dois meses para as convenções, onde serão oficializadas coligações e chapas, o candidato peemedebista a governador, Veneziano Vital do Rego, ainda sofre ataques e atos de infidelidade por parte do deputado federal Luiz Couto e dos “cacarecos” do PT.
A troca de farpas envolvendo deputados dos dois partidos na Assembleia Legislativa também tornou-se comum. Aliás, entre Anísio Maia, que conta com aval do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, e os peemedebistas Trócolli Júnior e Gervasio Maia. Quem vê a situação de fora, pensa que os dois partidos são adversários e não aliados. Nem mesmo o “enquadramento” do presidente nacional Ruy Falcão, após Encontro do PT, foi suficiente para conscientizar os petistas paraibanos de que precisam apoiar o candidato a governador do PMDB como garantia da recíproca em relação ao projeto de reeleição da presidente Dilma Roussef.
Enquanto Anísio declara publicamente que os “cacarecos” do PT derrotarão novamente o PMDB, referindo-se ao termo usado pelo deputado federal Manoel Júnior para definir os “sem voto” do partido de Lula, Luiz Couto posa ao lado do governador Ricardo Coutinho (PSB), adversário de Dilma e Veneziano, em solenidades e inaugurações. Os dois partidos parecem até um casal separado esperando sair a papelada do divórcio.
Se a situação persistir, o prejuízo será dividido entre Veneziano e Dilma, nas urnas.


