Não me surpreende a informação divulgada pelo colega Eron Cid, em sua prestigiada coluna, sobre um episódio que dimensiona o interesse do governador Ricardo Coutinho em ter o PMDB como aliado. Essa proposta de ceder as duas vagas na chapa majoritária (de senador e de vice-governador), já havia sido especulada antes mesmo do rompimento com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB).
Ricardo anda preocupado com sua situação em Campina Grande, segundo maior colégio eleitoral do Estado e principal base de Cássio, mas tem priorizado, nas articulações de bastidores, a possibilidade de aliança com o PMDB.
Nem mesmo as negativas de lideranças peemedebistas como o ex-governador José Maranhão, presidente do partido, o deputado federal Manoel Júnior e o próprio Veneziano Vital do Rego, pré-candidato ao Governo do Estado, desanimaram o Chefe do Executivo e seus comandados.
O interesse é tão grande que o grupo do governador se arrisca a perder o apoio do atual vice-governador e presidente do PSD, Rômulo Gouveia, confirmado várias vezes como pré-candidato a senador, mas vez por outra bombardeado por supostas negociações envolvendo a vaga na chapa majoritária.
Ricardo tem investido em Campina. Prova disso é o “Circuito do Forró”, festejos juninos alternativos ao Maior São João do Mundo, e outras obras em andamento ou entregues. Mas, sabe que, no máximo, conseguirá reduzir a desvantagem eleitoral em relação ao tucano, filho da terra. A história tem mostrado do que Campina é capaz numa eleição estadual.
Por isso, quer por quer o PMDB como aliado. Com a estrutura que dispõe no Estado, o partido de Veneziano poderia compensar a dificuldade que o governador provavelmente terá na Rainha da Borborema e cidades vizinhas.
Mesmo com o compromisso com Rômulo, Ricardo resolveu então, através de Edvaldo Rosas, dar a “última cartada” para reforçar seu exército antes do início da batalha final. Ou alguém duvida que Edvaldo Rosas só diz o que o governador manda?
Resta saber até onde a proposta sensibilizou o PMDB. E também como reagirá o “Gordinho” após constatar que está sendo “fritado” pelos próprios companheiros.

