O deputado estadual e pastor Juthay Menezes (PRB) conseguiu destronar um aliado do colega Anísio Maia (PT), seu maior adversário político na Paraíba, da Secretaria Nacional da Pesca no Estado e, por pouco, não indicou o substituto para o cargo. Perdeu a parada para o todo poderoso presidente da CPI da Petrobras, deputado federal Hugo Motta (PMDB), que sacou do bolso do colete o nome de Almir Mineral, ex-vereador em Patos aliado de sua avó, a prefeita Chica Motta, e irmão do deputado tucano Antonio Mineral.
Mesmo com todo prestígio que tem hoje em Brasília, só por causa do comando da CPI, Hugo Motta precisou do aval dos colegas da bancada federal do PMDB para consolidar a indicação de Mineral. E, ainda assim, quase foi atropelado por um ex-companheiro de partido sem mandato, mas nem por isso com menos poder de fogo que o político patoense.
Motta teria se queixado ao senador José Maranhão, presidente do PMDB, de um suposto processo de “queimação” do nome de Mineral. E quem estaria por traz de tudo seria ninguém menos que o ex-senador Vital do Rego Filho, ministro do Tribunal de Contas da União. Segundo fonte do PMDB, até uma reunião teria sido realizada para tratar do assun na sede do partido, em João Pessoa, onde Maranhão teria dado soco na mesa e protestado contra ação de Vitalzinho.
Segundo a fonte, o presidente do PMDB teria dito que “os cargos são de indicação da bancada” e reclamado da “gula” de Vitalzinho e seu irmão, Veneziano, por espaços governamentais e poder. De certa forma, é natural Ministro que foi político deixar “herdeiros”. O que é estranho e, no mínimo, anti-ético é ministro de qualquer tribunal indicar cargos para qualquer governo.
Já pensou se a moda pega?

