Ao contrário da grande maioria das Prefeituras brasileiras, a de João Pessoa parece não ter problemas de caixa. Tanto que o prefeito Luciano Cartaxo (PT) já avisou que não reduzirá seu salário, nem do vice-prefeito e dos secretários, como fez Romero Rodrigues (PSDB) em Campina Grande, para enfrentar a crise financeira. Segundo Cartaxo, medidas de contenção tomadas no ano passado foram suficientes para sanar os problemas causados pela crise, não havendo portanto necessidade de outras alternativas mais radicais como demissões e corte de salários.
Cartaxo disse que cortou verba de custeio, contratos, prestadores de serviço, comissionados e até alguns benefícios de secretários. Com toda essa economia, não seria necessário adotar outras medidas, muito menos reduzir seu salário, do vice e dos auxiliares, como fez o prefeito campinense.
Tem razão. Quando é para mexer no bolso, “cortar na própria carne”, são poucos os gestores que admitem necessidade. espírito público não é para todo mundo e pode até ser confundido com demagogia. Os dois se parecem em muitas situações.
Mas, mesmo com essa “maravilha” em que se encontram as finanças municipais, professores tiveram que recorrer à Justiça em busca de melhorias salariais. E o aumento dado ao funcionalismo?
Melhor nem comentar. Não há necessidade.

