A advogada e ex-vereadora Nadja Palitot pode ter sido usada pela cúpula do PT como “moeda de troca” para consolidação da aliança com o PMDB na Paraíba já no primeiro turno. A hipótese foi suscitada depois de filiados apresentarem proposta de apoio ao ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego, na primeira etapa da eleição.
Segundo os próprios petistas, enquanto a direção estadual estimulava e propagava aos quatro cantos que a pré-candidatura de Nadja era definitiva, coro entoado também pelo prefeito da Capital, Luciano Cartaxo, a direção nacional negociava o apoio do PT ao candidato do PMDB na Paraíba, dentro do pacote de compensações pelo voto na reeleição da presidente Dilma Roussef.
O resultado dessas negociações deve ser visto no Encontro Estadual do PT, quando a proposta de composição com o “Cabeludo” de Campina Grande for analisada.
Coube ao deputado federal Luiz Couto, dissidente assumido, levantar as primeiras suspeitas sobre a suposta “fraude” que seria a candidatura própria do PT ao Governo do Estado e o “Blocão”, que lhe daria sustentação política. Couto sempre disse que, na hora “H”, o PT se entregaria ao PMDB.
A profecia do deputado pode até não se confirmar, mas quando se constata que a proposta de aliança é assinada por gente de peso do PT, como o deputado Frei Anastácio, Gilcélia Figueiredo, Lenildo Morais e Josenilton Feitosa, é difícil descartá-la.

