Cabedelo, Conde e Bayeux não têm dado sorte com seus gestores. Cada um que entra, consegue superar o antecessor em matéria de desastre administrativo. Mas, nada se compara à situação de Santa Rita. A cidade teve o prefeito Reginaldo Pereira afastado pela Câmara Municipal, após atrair um caminhão de denúncias de má gestão dos recursos públicos. Pensava-se que, com a medida, pelo menos partes dos graves problemas que a população enfrentados pela população. Ledo engano.
O vice-prefeito, Netinho de Várzea Nova, prometeu mundos e fundos, mas até agora pouco ou nada fez. Pelo menos de bom. Seguindo o exemplo de Reginaldo, o atual prefeito mantém atrasado o pagamento dos servidores municipais, Postos de Saúde da Família fechados e o lixo acumulado nas ruas. Aliás, nesse quesito o prefeito está chamando a atenção de deputados, órgãos de fiscalização e da Justiça.
O Ministério Público mandou cancelar processo de licitação para contratação de empresa de coleta de lixo eivado de irregularidades. Com a sujeira acumulada nas ruas e a revolta crescente da população, Netinho decretou estado de calamidade pública e contratou sem licitação, aproveitando brecha amparada por lei. Foi o suficiente para despertar os olhares de deputados que atuam na cidade. Jeová Campos (PSB) solicitou ao Tribunal de Contas do Estado que investigue não só o contrato do lixo, mas também outros que o atual prefeito tenha assinado após decretar a situação de calamidade. Alega o parlamentar que Netinho pode ter usado as circunstâncias para contratar “empresa de seu interesse”.
Campos não parou por aí. Solicitou que a Procuradoria Jurídica da Assembleia Legislativa analise a possibilidade de pedir intervenção na Prefeitura de Santa Rita, diante da situação. “Não podemos ficar parados diante dessa situação”, justificou.
Companheiro de partido de Jeová e pré-candidato a prefeito, Zé Paulo seguiu o mesmo raciocínio e afirmou que a Assembleia Legislativa precisa fazer alguma coisa para tentar minimizar o sofrimento da população santarritense. “Não é só o problema do lixo. Santa Rita enfrenta hoje o caos administrativo generalizado. Falta Saúde, Educação e Infraestrutura”, reclamou, lembrando constatação de riscos à saúde pública na cidade pela Comissão do Meio Ambiente da Casa, durante audiência pública recente.
A situação parece insustentável.


