Durante o período em que presidiu o Tribunal de Contas do Estado, o conselheiro Nominando Diniz Filho enfrentou a mais pesada investida pela criação do TCM, o Tribunal de Contas dos Municípios. Além dos aspectos legais, pesou a favor de Nominando o argumento financeiro e ainda o apoio de todos os setores do TCE para “arquivamento” da proposta de instalação do novo órgão de fiscalização.
A volta do debate, provocada pela vontade de alguns deputados interessados no salário, na vitaliciedade e nos demais benefícios vinculados ao cargo de conselheiro, provocou novamente reação de Nominando, mais uma vez contestando a necessidade e os gastos que o TCM provocaria.
Segundo Diniz, o TCM necessitaria de investimentos da ordem de R$ 5 milhões mensais ou R$ 60 milhões anuais, recursos que poderiam faltar em áreas essenciais do Estado caso empregados no novo órgão. “Nesse momento, não há espaço de forma racional, consciente e técnica para o TCM”, avaliou.
Uma avaliação sensata, mas que dificilmente convencerá os defensores do TCM.

