No PPS da Paraíba, por enquanto só uma decisão foi tomada: Não há a menor chance de acordo entre os grupos da situação (Gilma e Buba Germano) e da oposição (Nonato Bandeira e Bruno Farias). As outras, dependem de reuniões ainda sem data que os dois grupos pretendem fazer. Do lado da situação, a principal dúvida é quem disputará a presidência do diretório estadual: a deputada ou o marido. Do lado da oposição, Nonato bandeira garante que não teme o confronto e admite “bater chapa” com os adversários desde que “o grupo me apoie”.
O grupo a que se refere Nonato inclui os três vereadores de João Pessoa, Bruno Farias, Djanilson da Fonseca e Marco Antonio Cartaxo. Inclui também, é claro, a simpatia, digamos assim, do prefeito Luciano Cartaxo. Embora filiado ao PT, Cartaxo tem apoio dos três vereadores do PPS na Câmara Municipal e pode ajudar Nonato a conquistar votos dos diretorianos durante a convenção partidária. Da mesma forma que o governador Ricardo Coutinho deve pedir votos para os atuais dirigentes, de quem é aliado. A metodologia utilizada fica a cargo de cada um.
A situação da família Germano é mais cômoda porque já está definido que um dos dois (Gilma ou Buba) será candidato a presidente. Além disso, eles têm hoje o controle do diretório e, teoricamente, apoio da maioria. Mas, quem conhece Nonato sabe que isso não o intimida. O vice-prefeito aguarda apenas uma reunião com seu grupo para uma decisão final que deve acontecer até o final do mês. “Não tenho medo de desafios, mas preciso aguardar a posição do grupo”, justificou Bandeira.
Pelo jeito, o confronto já foi estabelecido. Falta apenas oficializar.

