O silêncio sepulcral do vice-prefeito Nonato Bandeira vinha incomodando muita gente, inclusive ele próprio. Afinal, Nonato é homem da comunicação, jornalista, articulador de mão cheia. A omissão, portanto, não combina com seu perfil. Mas, como o próprio costuma dizer: tudo tem sua hora. E, ao que parece, essa hora chegou.
Nonato “disparou” forte contra a gestão do ainda companheiro Luciano Cartaxo (PSD). Escolheu “a dedo” o alvo, criticando as constantes mudanças feitas pelo prefeito em seu secretariado que, segundo Nonato, estariam atrapalhando o andamento dos trabalhos na gestão municipal.
Somente na pasta da Saúde, talvez a principal de qualquer gestão, já foram quatro comandantes desde que Cartaxo assumiu. “Quando o secretário vai se familiarizando com o trabalho, é substituído. Isso prejudica o desenvolvimento das ações”, avaliou.
Não é só isso e Nonato sabe. Muitas das mudanças foram feitas por pressão política de aliados sedentos por espaços e cargos na administração municipal em troca de apoio a Cartaxo. Além dessa constatação, o vice fez questão de expor novamente o “estilo” de atuação do atual prefeito, que acusa o governador Ricardo Coutinho (PSB), de quem já foi aliado, de intransigente, mas muitas vezes o supera em muito neste quesito.
Nonato que o diga. “Se fosse consultado, diria isso a ele (Cartaxo). Mas, (consultar) não faz parte do seu estilo”, lamentou.
Pena que Nonato descobriu isso só agora. Mas, antes tarde do que nunca.

