A Polícia federal prendeu os prefeitos Renê Caroca (São José de Espinharas) e José Willian Segundo Madruga (Emas), além da chefe de gabinete da Prefeitura de Patos, Ilana Motta, filha da prefeita Francisca Mota e mãe do deputado federal Hugo Mota, todos do PMDB. Também foram presos os empresários Carlos Alexandre Fernandes Malta e Rafael Guilherme Caetano dos Santos, sócios da empresa Emas Locações Ltda, por fraudes em licitações, dentro da “Operação Veiculação”, deflagrada na manhã desta sexta-feira.
A prisão (preventiva) de Ilana e dos dois empresários e (temporária) dos dois prefeitos foi decretada pelo Tribunal Regional Federal, com sede em Recife, que também determinou o afastamento de Renê Caroca e José William, além da prefeita de Patos, Chica Mota, dos cargos temporariamente. Mas, Chica Mota não foi presa.
Todos são acusados de participação em um suposto esquema de irregularidades em licitações e contratos públicos, em especial ao direcionamento de procedimentos licitatórios e superfaturamento de contratos, em razão de serviços de locação de veículos, realizados pelas prefeituras municipais de Patos, Emas e São José de Espinharas, todas no Sertão da Paraíba.
Entre os suspeitos, o traço peculiar é a ligação familiar. Ilanna é filha de Chica Motta, prefeita de Patos, e casada com Renê Caroca, prefeito de São José de Espinharas. José William é ex-marido de uma das filhas de Ilanna, enquanto que Rafael Guilherme é genro de Renê Caroca.
Ao todo, a força-tarefa composta por Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU) cumpre 8 mandados de busca e apreensão, 5 de prisão e afastamentos de funções públicas de 7 envolvidos, sendo quatro secretários municipais, além dos três prefeitos.
Todos os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). As fraudes envolvem mais de R$ 11 milhões em recursos aplicados em ações dos Programas de Transporte Escolar (PNATE), Fundeb, Pró-Jovem Trabalhador e Bloco de Média e Alta Complexidade (Saúde).

