O PMDB cumpriu seu papel. Deu apoio a Dilma até agora “em nome da governabilidade” esperando retribuição futura, caso a presidente, numa hipótese remota, saia ilesa desse processo. Agora, o partido de Michel Temer age como um predador á espreita, aguardando os próximos acontecimentos para tirar proveito da situação.
A oposição atingiu seu objetivo. Levou milhões de brasileiros às ruas, garantindo apoio popular para defenestrar a presidente e o PT do Palácio do Planalto. Mas, e o “day after”? Talvez nem mesmo o mais atento dos tucanos tenha pensado nas consequências de tirar, merecidamente, Dilma e a gangue petista do poder.
Segundo advogados paraibanos, se a presidente for afastada quem assume o cargo é o vice. No caso, o presidente do PMDB, Michel Temer. Só haveria uma segunda hipótese se o vice também fosse objeto de impeachment, o que parece não ser o caso, pelo menos por enquanto. As principais lideranças oposicionistas passaram a se perguntar o que seria pior: a permanência da presidente petista ou a ascensão do vice peemedebista?
O PMDB já esteve a frente do País e sua gestão não foi objeto de orgulho dos brasileiros. Que o diga o ex-presidente José Sarney.
Que é preciso mudar o quadro político atual, isso é fato inconteste. O problema é saber como mudar para melhor porque, se for para fazer o contrário, ninguém aguenta. Nem o País suportaria.
É bom que se ache uma alternativa o quanto menos danosa que não passe pela volta dos militares. A democracia é intocável.

