Dias atrás, o deputado Janduhy Carneiro (PTC) admitiu discutir mudanças no Orçamento Impositivo, aprovado pela Assembleia Legislativa e vetado pelo governador Ricardo Coutinho (PSB). Entre as queixas dos governistas, estava a não fixação de percentual para cumprir o previsto. Enquanto no plano federal existe uma estimativa de apenas 1% (Um por cento) do bolo orçamentário para custear as emendas impositivas dos congressistas, a lei paraibana prevê a execução de todas as obras indicadas pelos deputados, sob pena de o governador Ricardo Coutinho (PSB) incorrer em crime de responsabilidade.
Janduhy, que integrou a legislatura passada, quando a lei foi aprovada, considerou equivocada a medida. Falou até em sentar dialogar com a bancada do governo para rediscutir o assunto, desde que o líder de sua bancada concordasse. De imediato, o deputado Renato Gadelha (PSC) concordou. Até que o secretário de Finanças, Tárcio Pessoa, anunciou que o Governo do Estado relocaria os recursos das emendas dos deputados.
A oposição mudou o discurso. Desconfiado das intenções do Palácio da Redenção, o líder Renato Gadelha anunciou que sua bancada não vai mais dialogar sobre o assunto. “primeiro o governador veta a proposta alegando que o governo ficaria engessada, com o Orçamento de 2015 preso. Agora vem o secretário (Tárcio, das Finanças) e revela que os recursos estão sendo remanejados. Então, só nos resta defender o Orçamento Impositivo da maneira como foi aprovado. É lei e temos que cumprir”, justificou Gadelha, acrescentando que o estado não tem recursos para custear as obras indicadas pelos parlamentares, mas tem para gastar em outras coisas.
Pelo jeito, o tempo fechou de vez.

